Tilt Shift – o mundo em pequenas dimensões
Quando buscamos por um “algo a mais” em nossas fotos, recorremos geralmente às luzes, sombras, recortes, montagens; mas vocês já pensaram em transformar sua fotografia em uma miniatura?
“Tilt Shift”, uma técnica que surge nos anos 70, faz o uso de movimentos de câmara em câmaras de formato pequeno ou médio e por vezes refere-se ao uso de picagem/inclinação (tilt) para limitação da profundidade de campo,
produzindo fotografias de objetos e cenários reais mas que ficam parecidos com miniaturas e maquetes. O nome deriva do uso de lentes tilt-shift que normalmente são empregues na produção óptica do mesmo efeito.
“Tilt-shift” engloba dois tipos de movimento: rotação do plano óptico da objetiva em relação ao plano de filmagem, designado por tilt, e o movimento em paralelo da lente relativamente ao plano de imagem designado por shift.
O Tilt é usado para controlar a orientação do plano de focagem e assim a parte de imagem que aparece bem definida; é uma aplicação do princípio de Scheimpflug.
Shift é usado para ajustar a posição do objeto na área de imagem sem mover a câmara para trás; é utilizado para evitar a convergência de linhas paralelas como por exemplo a fotografia de arranha-céus.
Não somente para diversão e exploração, a ideia é válida também para projetos que exigem registros de grandes planícies ou obras.
Hoje em dia o fotógrafo dispõe de outras ferramentas como programas específicos para obtermos tal efeito como o Tilt Shift Maker.
Angela Kagueyama










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